Macro Review
Uma visão original sobre os fatos econômicos do Brasil e do mundo. Toda semana, a equipe econômica do C6 Bank, liderada por Felipe Salles, analisa os indicadores que ajudam a entender para onde vão o Brasil e a economia global. Ouça aqui reflexões sobre juros, inflação, PIB, dólar e tudo aquilo que impacta seus investimentos. O podcast tem participação quinzenal de Gabriela Santos, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, que analisa o movimento nos mercados globais.
#236 | Juros nos EUA são mais um motivo para o dólar subir
O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve os juros parados na reunião da semana passada. Entretanto, mais importante do que a decisão de agora, é entender quais serão os próximos passos do Fed. Afinal, o rumo dos juros na maior economia do mundo tem efeitos sobre os mercados globais, inclusive sobre o preço do dólar. Será que o Fed vai voltar a subir os juros na última reunião do ano, em dezembro? Quais seriam as consequências de novas altas nas taxas americanas, inclusive para o Brasil? Entenda também: Na Europa, o rec...
#235 | Os protestos na França e a encruzilhada fiscal
A falta de confiança na economia da França não aparece apenas nos protestos que acontecem pelo país; ela está também no preço que os investidores têm cobrado para emprestar ao governo francês. Na semana passada, os juros do título de dívida de 10 anos da França alcançaram o maior patamar desde 2002 – sinal de que o mundo está mais preocupado com a situação das contas públicas do país. A França conseguirá resolver os dilemas fiscais e, ao mesmo tempo, lidar com o descontentamento da população? No minuto 06:54, a economist...
#234 | Fim da escala 6x1 e os reflexos para a economia
O Congresso aprovou a proposta do fim da escala 6x1, que reduz a jornada máxima de trabalho semanal no Brasil de 44 para 40 horas e estabelece os dois dias de descanso por semana aos trabalhadores formais, sem diminuição de salário. A adoção da nova jornada aumenta o tempo de descanso remunerado dos trabalhadores, mas também traz implicações para a economia, com possíveis reflexos no mercado de trabalho, no crescimento e nos custos dos produtos e serviços. O que a PEC da escala 6x1 significa para o Brasil? No minuto 06:45, a economista Cláudia Moreno, do C6 B...
#233 | A queda do dólar no Brasil vai se sustentar?
Na semana passada, foi notável a valorização da moeda brasileira. A força do real fez o dólar cair mais de 4% e fechar a sexta-feira em R$ 4,99. Desta vez, o movimento refletiu mudanças nas perspectivas do mercado em relação à própria economia brasileira, e não o cenário externo, como muitas vezes acontece quando falamos de câmbio. Mas será que essa queda do dólar vai se sustentar? No minuto 05:25, a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, também explica por que, apesar da queda recente, o dólar continua tão distante dos valores de alguns anos atrás...
#232 | Os desafios da economia depois das eleições
Ao tomar posse em janeiro, o próximo presidente do Brasil encontrará uma economia que merece atenção. São muitos os desafios a serem superados: juros elevados, inflação que não caminha para o nível desejado, endividamento crescente do governo, produtividade estagnada e um mundo menos favorável. Por onde começar? Como lidar com os problemas da economia do país após as eleições? Entenda também: O que dizem os últimos dados de inflação e emprego nos EUA; Na Europa, preços sobem mais que o esperado. No minuto 09:51, Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Manageme...
#231 | Como a IA já tem impactado a economia – e o que está por vir
Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, líderes das duas maiores economias do planeta, se encontraram – e um dos principais assuntos da conversa foi a Inteligência Artificial (IA). A presença da IA no diálogo entre as maiores economias do mundo dá a dimensão de sua importância. Ela já faz parte do nosso cotidiano, das decisões de investidores, dos planos das empresas e até da disputa global por poder. Os primeiros efeitos da tecnologia já começaram a aparecer na economia. Como a IA está mexendo com...
#230 | É o fim do corte de juros no Brasil?
O Banco Central do Brasil reduziu a Selic pela quinta vez seguida na semana passada. Com o novo corte de 0,25 ponto percentual, a taxa básica de juros passou de 14% para 13,75%. Entre os fatores que ajudaram a justificar a decisão, o BC destacou a melhora da inflação brasileira observada nos últimos meses. A continuidade da queda dos juros, no entanto, está sob análise. Enquanto isso, nos Estados Unidos, o Federal Reserve decidiu subir os juros pela primeira vez em mais de três anos. Já o Banco da Inglaterra deixou a porta aberta para uma alta das taxas no Rei...
#229 | A inflação americana pede um freio
O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) se reúne nesta semana para decidir os próximos passos dos juros nos Estados Unidos, com a inflação elevada e persistente no centro das atenções. Os principais índices de preços no país continuam mais de um ponto percentual acima da meta da autoridade, que é de 2%. Ou seja, ainda há um esforço relevante a ser feito para alcançar o “alvo”. Por que esse cenário preocupa? É hora de o Fed subir os juros e colocar um freio na inflação americana? No minuto 07:38, Felipe Mecchi, da equipe econômica do C6 B...
#228 | Existe risco de uma recessão no Brasil?
Não há motivos, por ora, para acender o alerta sobre o crescimento da economia brasileira. O PIB segue num ritmo próximo de 2% ao ano, como mostram os números do segundo trimestre divulgados pelo IBGE. Por outro lado, há de se reconhecer que existe, sim, uma desaceleração em curso, em especial quando o assunto é o consumo das famílias. Diante de um PIB que avança a um ritmo mais lento, cabe analisar: qual a chance de a economia perder temperatura a ponto de esfriar de vez? O risco de uma recessão no curto prazo é real? No minuto 07:13, a economi...
#227 | Por que os juros longos estão mais altos no mundo?
A notícia de que o Tesouro dos Estados Unidos irá ampliar a recompra de títulos públicos americanos (Treasuries) de longo prazo movimentou as conversas do mercado financeiro nas últimas semanas. A decisão foi interpretada como um sinal de incômodo das autoridades americanas com o nível dos juros de longo prazo nos EUA, que atingiram máximas em quase 20 anos. Mas esse movimento está longe de ser exclusivo dos EUA: os juros longos também têm subido em vários outros países, como Japão, Alemanha e Reino Unido. Por que o mercado tem exigido retornos maio...
#226 | O problema de uma dívida pública mais amarrada à Selic
Os juros altos são um dos grandes problemas enfrentados por famílias e empresas – e isso não é uma novidade. Mas a Selic elevada também tem sido uma dor de cabeça para a dívida pública. Até uma década atrás, boa parte da dívida brasileira era atrelada a uma taxa prefixada, definida no momento da emissão. Agora, quase metade do valor financiado tem como fator de correção a evolução da taxa Selic. Assim, quando os juros sobem, o custo da dívida do governo acompanha – como está acontecendo agora. Por que o perfil da dívida púb...
#225 | Economia brasileira não esfriou – só parou de esquentar
Os números mais recentes de atividade econômica divulgados pelas pesquisas setoriais do IBGE podem suscitar dúvidas sobre o ritmo da economia brasileira. À primeira vista, pode parecer que o Brasil esfriou. Uma análise mais detalhada dos números sugere que, sim, o crescimento está diminuindo aos poucos, mas a economia não está em uma situação ruim.É como uma panela que esteve em fogo alto por muito tempo e, agora, está apenas mantendo a temperatura quente. O que isso significa para famílias e empresas? E o que esperar para o PIB daqui em diante?No minuto 06:18, a economist...
#224 | Ainda há espaço para mais cortes de juros no Brasil?
Os juros brasileiros caíram novamente. Na última quarta-feira (5), o Banco Central decidiu cortar a taxa Selic pela quarta vez no ano, para 14%, conforme era esperado. As atenções do mercado estavam mais voltadas ao comunicado que acompanhou a decisão, em busca de pistas sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom). Afinal, ainda há espaço para continuar reduzindo a Selic ou é hora de uma pausa? Qual caminho permitirá ao BC trazer a inflação de volta à meta? No minuto 06:04, a economista Claudia Moreno também explica, por que, apesar dos últimos cortes de juros, a Selic continua muito elevada...
Especial ‘Visão Global’ | A corrida da IA e as perspectivas para os mercados
O Visão Global é um encontro periódico que o C6 Bank promove com o J.P. Morgan Asset Management para discutir o que mexe com a economia global e os mercados. Na edição de 4/8, Marina Valentini, estrategista de mercados globais do J.P. Morgan Asset Management, conversa com Bianca Alvarenga, coordenadora de conteúdo de economia e investimentos do C6 Bank, sobre um dos temas mais discutidos do momento: a Inteligência Artificial (IA). Ainda vale a pena investir em IA? Onde estão hoje as principais oportunidades relacionadas a essa transformação? Ao longo do episódio, elas discutem as perspe...
#223 | Quando virá o remédio do Fed para a inflação?
Mais uma vez, o comunicado publicado após a reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) foi sucinto. Essa tem sido a marca de Kevin Warsh, nomeado presidente do Fed há dois meses. Foram dois recados principais passados pela autoridade na semana passada: sim, a inflação americana está alta e, sim, o Fedpromete levar os preços para a meta de 2%. Mas não está claro, ainda, qual será o caminho percorrido para solucionar o problema. Nesse contexto, o que esperar dos juros e inflação nos EUA? No minuto 05:32, Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, tam...
#222 | O custo das tarifas para as exportações e a economia brasileira
As novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos sobre as importações brasileiras já estão em vigor. Além da taxa de 25%, que começou a valer na quarta-feira (22), outra cobrança, de 12,5%, foi confirmada no dia seguinte e passou a ser aplicada já na semana passada. Na prática, essas tarifas tornam os produtos brasileiros mais caros para compradores americanos, o que pode reduzir as vendas do Brasil para os EUA. Mas qual deve ser a dimensão desse impacto para o nosso país? Quais setores tendem a sentir mais os efeitos? E o que tudo isso significa para a economi...
#221 | Impasse na guerra reacende alerta sobre preço do petróleo
Tão frágil quanto o acordo de paz firmado entre Estados Unidos e Irã, a confiança de que a crise no mercado de petróleo estava caminhando para uma breve solução desapareceu nas últimas semanas. Os dois países voltaram a trocar ataques e o Estreito de Ormuz foi novamente bloqueado, ressuscitando as dúvidas sobre o fornecimento global de combustíveis e outros produtos. Como um novo impasse na guerra no Oriente Médio pode afetar os preços mundo afora? Existe risco de desabastecimento? No minuto 06:45, a economista Claudia Rodrigues também explica como os principais países produtore...
#220 | O vai e vem da inflação brasileira, e os desafios que persistem
A inflação brasileira ficou muito abaixo do esperado em junho. Depois de meses de aceleração, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuou de 4,7% para 4,6% em 12 meses. A boa notícia do último mês, no entanto, não significa que a inflação no Brasil esteja, enfim, voltando aos trilhos. As pressões mais persistentes sobre os preços continuam presentes. O que esperar do IPCA nos próximos meses? No minuto 06:00, a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, aprofunda a discussão explicando conceitos como PIB potencial e hiato do produto. Entenda também: Tensões no Oriente Médio voltam...
#219 | Petróleo em queda: alívio para a inflação?
O petróleo voltou a ser negociado nos níveis anteriores à guerra no Oriente Médio. Depois de chegar perto de US$ 120 durante o conflito, o barril do tipo Brent (referência internacional) caiu para quase US$ 70 nos últimos dias. O principal motivo foi o acordo de paz temporário firmado entre os Estados Unidos e o Irã, que permitiu a retomada do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz – rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. Mas isso significa que a alta dos combustíveis ficou para trás? O que muda para a inflação e os juros glo...
#218 | Um dólar mais forte no horizonte
Depois de tocar a menor cotação em mais de dois anos, o dólar voltou a ganhar força nas últimas semanas e encerrou a sexta-feira aos R$ 5,17. Entre os fatores que mudaram os ventos do câmbio estão a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos e as preocupações com a situação das contas públicas no Brasil. Será que a fase de dólar abaixo de R$ 5 ficou para trás? Entenda também: Novas perspectivas para a Selic; Inflação americana cada vez mais longe da meta. No minuto 09:00, Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, ...
#217 | A Selic vai continuar a cair ou o ciclo de cortes acabou?
O Banco Central decidiu reduzir os juros brasileiros pela terceira vez seguida na semana passada. Novamente, o corte foi de 0,25 ponto percentual, levando a taxa Selic para 14,25%. Apesar da flexibilização, o Comitê de Política Monetária (Copom) reconheceu os desafios do cenário econômico atual e se mostrou mais preocupado com os riscos para a inflação. Quais serão os próximos passos do Copom, afinal? Será que o ciclo de cortes da Selic chegou ao fim? No minuto 07:31, a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, também explica como o rumo dos juros nos Estados Unidos pode influenciar as...
#216 | Nos EUA, a ameaça da inflação e dos juros mais altos
A maré dos juros americanos mudou totalmente desde o começo do ano. No começo de 2026, analistas de mercado esperavam por um ciclo de cortes nas taxas dos EUA. Depois, a expectativa mudou para estabilidade, e, mais recentemente, os cálculos passaram a incorporar uma alta nos juros. Os analistas estão de olho em dois aspectos que sugerem que o aperto pode ser inevitável: primeiro, o emprego voltou a aquecer e, segundo, a inflação bateu o maior nível em três anos. Quando e como o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) pode agir para conter a inflação...
#215 | Europa vive mais uma vez o pesadelo da crise de energia
A Europa mal teve tempo de esquecer a última crise de energia que abalou sua economia. Quatro anos depois de ter seu fornecimento de petróleo e gás natural afetado pela guerra entre Rússia e Ucrânia, os europeus sentem agora as restrições de oferta provocadas pelo conflito no Oriente Médio. A nova crise de energia deve frear mais uma vez o crescimento econômico europeu? O que esperar da inflação e dos juros por lá? No minuto 06:05, Claudia Rodrigues, responsável pela cobertura internacional na equipe econômica do C6 Bank, explica como a guerra é um risco não s...
#214 | O “filme e a foto” do PIB brasileiro
O PIB do Brasil cresceu 1,1% no 1º trimestre do ano. É um resultado ainda forte, mas que não reverte a trajetória de desaceleração gradual da economia brasileira causada pelos juros elevados.Com a Selic ainda perto do maior patamar da história, o crédito está sob aperto. No sentido contrário, algumas medidas de estímulo do governo buscam garantir uma demanda mais forte das famílias e empresas.Qual força vai prevalecer sobre o PIB – o aperto dos juros mais altos ou o impulso do governo ao consumo e investimentos?Entenda também: Mercado de trabalho aquecido é mais um desafio para in...
#213 | Queda nos estoques de petróleo preocupa o mundo
Os estoques globais de petróleo estão emitindo um sinal de alerta. Com a guerra no Irã prestes a completar três meses, especialistas se preocupam com a possibilidade de preços ainda mais elevados e, no pior dos casos, de desabastecimento. Apesar da expectativa por um acordo e das notícias recentes de que alguns navios conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz – região entre o Irã e Omã por onde passam 20% da produção global de petróleo e gás –, a rota continua praticamente fechada, pressionando a oferta de energia mundo afora. Quais podem ser os próximos efeitos da guerra...
#212 | Carros elétricos, chips, baterias: uma nova era de exportações da China
As exportações da China somaram US$ 1,3 trilhão de janeiro a abril de 2026, uma alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior. A venda para o exterior tem sido um dos grandes motores do PIB chinês, principalmente depois da crise do setor imobiliário. O próprio perfil das exportações mudou. De vendedora de produtos de menor valor agregado (brinquedos, vestuário, calçados), a China agora é grande fornecedora global de chips, baterias, carros elétricos e outros produtos industriais de ponta. O impulso às exportações e indústria serão capazes de sustentar o crescimento chinês n...
#211 | Uma nova realidade no mercado de trabalho dos EUA
Os Estados Unidos criaram em média 48 mil vagas de emprego por mês no último trimestre. É menos do que a média dos últimos anos. O que parece ser um sinal de desaceleração do mercado de trabalho pode ser, na verdade, uma mudança na dinâmica do emprego americano. O menor fluxo de imigrantes no país e o envelhecimento da população nativa causaram uma redução na força de trabalho. Os efeitos já são vistos na menor geração de empregos e na dificuldade das empresas americanas de encontrar trabalhadores. Como a transformação do mercado de trabalho americano po...
#210 | Selic diminui, mas dúvidas aumentam
O Banco Central decidiu continuar o ciclo de cortes de juros no Brasil e reduziu a taxa Selic para 14,5% na semana passada. O corte, de apenas 0,25 ponto percentual, era amplamente esperado pelo mercado – em um cenário em que a guerra no Oriente Médio eleva os riscos para a inflação e exige mais cautela da política monetária. Não por acaso, em outras economias, os bancos centrais decidiram esperar: Estados Unidos, zona do euro e Reino Unido mantiveram os juros inalterados diante das incertezas. Quais razões estão por trás da decisão do Brasil de seguir cort...
#209 | O que esperar do futuro chefe do banco central dos EUA
Considerado o maestro da economia global pela sua capacidade de influenciar os rumos do maior mercado financeiro do mundo, o banco central americano poderá ter um novo presidente em breve. O indicado ao cargo, Kevin Warsh, esteve no Senado americano na última semana para responder a perguntas sobre seu possível mandato. Ouvir o que diz o novo “chefe da orquestra” ajuda a entender para onde a política monetária da maior economia do mundo pode caminhar, em especial quando há apelos da Casa Branca por juros mais baixos nos EUA. Afinal, o que esperar do novo presidente do Fed? No minuto 06:31, Felip...
#208 | Dólar abaixo de R$ 5 – o alívio vai durar?
O dólar voltou a cair e fechou abaixo de R$ 5 na semana passada. À primeira vista, parece contraditório. Em geral, guerras como a que está acontecendo no Oriente Médio aumentam a aversão ao risco – ou seja, deixam os investidores mais cautelosos – e tendem a fortalecer o dólar, visto como um ativo mais seguro. Ainda assim, foi nesse ambiente conturbado que a moeda americana atingiu o menor nível frente ao real em mais de dois anos. O que explica a queda recente do dólar no Brasil? E até onde ela pode ir? No minuto 06:09, Claudia Moreno, economista do C6 Bank...
#207 | Os primeiros efeitos da guerra na inflação brasileira
Os efeitos da guerra no Oriente Médio já começam a aparecer na inflação do Brasil. O governo brasileiro tem anunciado uma série de medidas para tentar evitar que a alta nos preços do petróleo e de outros insumos chegue ao consumidor, mas, em março, esse impacto foi sentido – principalmente nos combustíveis. No fim das contas, em que medida o conflito deve pesar sobre a inflação brasileira? No minuto 07:00, Claudia Moreno, economista do C6 Bank, também analisa como a guerra pode limitar o ciclo de cortes da taxa Selic. Entenda, ainda, no episódio: Nos EUA, inflação...
#206 | A guerra vai desacelerar a economia global?
Depois de semanas de conflito, não é novidade que a guerra no Oriente Médio terá impactos relevantes sobre a inflação e os juros globais. Na semana passada, o petróleo tipo Brent (referência internacional) voltou a encostar nos US$ 120 por barril e fechou março com a maior alta mensal em três décadas – um reflexo da restrição de oferta causada pela guerra. Mas, se por um lado o efeito sobre preços e juros já parece inevitável, o impacto sobre o crescimento econômico dos países é mais incerto. Será que a guerra vai esfriar o PIB global? No mi...
#205 | Dólar ganha força com guerra no Irã
Depois de uma queda expressiva no último ano, o dólar voltou a ganhar fôlego em março, tanto no Brasil quanto no resto do mundo. O DXY – índice que compara a moeda americana a uma cesta de divisas de países desenvolvidos – subiu mais de 2% nos últimos 30 dias, após recuar quase 10% ao longo de 2025. Esse movimento de alta coincide com o início da guerra no Irã, que trouxe novos riscos para a inflação nos Estados Unidos e deve influenciar o rumo dos juros por lá. O que esperar do dólar daqui para frente? No minuto 06:02, Claudia Rodrig...
#204 | Com guerra, corte de juros fica mais difícil no Brasil e no mundo
Bancos centrais do mundo todo – inclusive do Brasil – tomaram decisões em relação aos juros na semana passada, à luz dos efeitos da guerra no Oriente Médio. Em seus comunicados, todos enfatizaram a grande incerteza causada pelo conflito. O risco mais evidente é para a inflação. Os preços de diversos produtos, como fertilizantes, petróleo e derivados, seguem nas alturas. Quanto mais a guerra durar, maiores as chances de a inflação ganhar raízes. Nesse cenário, um alívio nas taxas de juros fica mais difícil. A alta dos preços pode frear a queda dos juros no Brasil e em outros p...
#203 | Como a guerra no Irã afeta combustíveis e alimentos no Brasil
A escalada do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã colocou o petróleo sob forte turbulência. Na segunda-feira passada, o preço do barril disparou a quase US$ 120 com o temor de que a guerra se prolongasse. Horas depois, a sinalização de que o conflito poderia arrefecer fez os preços despencarem para cerca de US$ 80 – foi a maior oscilação num mesmo dia desde 1988. A restrição de oferta causada pela guerra pode pressionar os custos de combustíveis e fertilizantes (que, por sua vez, impactam os preços de alimentos). Quais devem ser as consequências da guerra para o Brasil...
#202 | Guerra no Irã: petróleo, inflação e juros no radar
Nos últimos dias, a guerra no Oriente Médio ganhou escala. O conflito, que começou em um ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã, já se espalhou para outros países. Na região ficam alguns dos maiores produtores de petróleo do mundo. Por causa da guerra, parte dos campos de exploração está parada – seja porque há risco de ataques ou pela dificuldade de escoar a produção. O preço do petróleo ultrapassou os US$ 100 por barril na manhã desta segunda-feira (9) e bateu o maior valor em quase quatro anos. Se durar, a guerra pode ter impactos significativo...
#201 | A inflação vai chegar à meta de 3%?
A inflação brasileira de fevereiro mostrou sinais mistos: a prévia do índice mensal veio bem acima do previsto, mas o acumulado em 12 meses recuou para 4,1%. Logo, apesar do susto no mês passado, o saldo é ainda favorável: os preços seguem em tendência de queda. Depois de atingir o pico de 5,5% em abril do ano passado, a inflação perdeu força ao longo dos últimos meses e fechou 2025 em 4,3%, dentro do intervalo de tolerância da meta, mas ainda longe do alvo de 3%. Estamos mais próximos de “domar” a inflação? Será que a melhora gradual indica que o Brasi...
#200 | Nos EUA, a régua para cortar os juros está mais alta
Parte dos membros do comitê de política monetária do banco central dos EUA não está mais tão certa de que haverá espaço para cortar os juros da maior economia do mundo. O ponto que torna o horizonte nebuloso é a inflação: será que os preços vão alcançar mesmo a meta? A dúvida se justifica. Com a economia em crescimento e o mercado de trabalho resistente, fica mais difícil confiar em um esfriamento da inflação. Quais as chances de a taxa de juros dos EUA voltar a subir, em vez de cair? No minuto 06:10, Claudia...
#199 | Até onde vai a queda do dólar?
Na semana passada, o dólar chegou a ser negociado abaixo dos R$ 5,20 aqui no Brasil – o menor patamar do câmbio em quase dois anos. Por trás do movimento de baixa está uma mudança no grau de confiança dos investidores nos ativos dos Estados Unidos, em meio a um ambiente cercado de incertezas. A queda do dólar veio para ficar? E até que ponto o real pode se beneficiar do movimento? No minuto 07:00, Felipe Mecchi, analista na equipe econômica do C6 Bank, também explica como a menor confiança nos Estados Unidos tem impulsionado outros mercados...
#198 | Está mais difícil contratar trabalhadores no Brasil?
O Brasil vive uma situação de pleno emprego. A taxa de desocupação alcançou, mais uma vez, o menor patamar da história: 5,1% no trimestre encerrado em dezembro. Para quem está em busca de renda, isso significa que está mais fácil encontrar um trabalho. Já para quem precisa contratar, o cenário é de escassez de mão de obra. Por que está mais difícil encontrar trabalhadores? E há sinais de que o mercado de trabalho brasileiro vá esfriar? No minuto 08:20, o episódio também traz a primeira participação do ano da Marina Valentini, estrategista do J.P. Morgan Asset Management, co...