Rádio UFRJ - Ouve Essa

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By: Rádio UFRJ

Programa produzido pela Rádio Batuta com a missão de pescar pérolas pouco conhecidas do acervo musical do Instituto Moreira Salles (IMS), voltado principalmente para discos em 78 rotações. A seleção dos fonogramas é do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos. O acervo está disponível no site discografiabrasileira.com.br.

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Exaltação ao país
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Yesterday at 5:00 PM

“Onde o céu azul é mais azul”, de Braguinha, Alcyr Pires Vermelho e Alberto Ribeiro, é um clássico do samba-exaltação, o gênero que ganhou força no Estado Novo, de Getúlio Vargas. Valoriza as belezas nacionais e a força do povo trabalhador em contraposição ao “malandro”, tão exaltado no samba tradicional. A gravação de Jorge Goulart, de 1956, reúne outros elementos do gênero, como o arranjo pomposo (de Radamés Gnatalli) e a potência da voz do intérprete.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Fado de sucesso
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10/13/2026

O português Francisco José já tinha gravado “Olhos castanhos”, de Alves Coelho Filho, sem qualquer sucesso em 1957. Era um fado autêntico, acompanhado de guitarras tradicionais. Em 1960, ele voltou a gravar a música, mas acompanhado de grande orquestra. O resultado foi a venda de mais de um milhão de discos. 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Hino do violão
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10/06/2026

A valsa “Abismo de rosas”, de Américo Jacomino, o Canhoto, é considerada um hino do violão brasileiro. A gravação por Dilermando Reis, de 1952, a transformou num clássico maior ainda. Estaria para o violão como a gravação de “Chega de saudade”, por João Gilberto, está para a MPB. 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Carmen Miranda celebra o Rio
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09/29/2026

A marchinha “Primavera no Rio”, de João de Barro, o Braguinha, foi gravada por Carmen Miranda em agosto de 1934 para ser lançada no final de setembro e comemorar a chegada da estação das flores. É um dos hinos do paraíso carioca. Ao fundo, dirigido por Pixinguinha, o conjunto Diabos do Céu.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


A chegada do amor na voz de Carlos Lyra
A chegada do amor na voz de Carlos Lyra episode artwork
09/22/2026

“Chora tua tristeza” tem interpretação elegante, como Carlos Lyra sabia fazer bem. Mas a composição não é dele, e sim de Oscar Castro Neves e Luvercy Fiorini. Foi lançada em 1960, quando a bossa nova afirmava sua força – ou melhor, sua suavidade. O título assusta, mas não é bem assim. “Saudade vai passar/ E o amor já vai chegar”, promete a letra.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Suingue e romantismo
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09/15/2026

Miltinho foi ao mesmo tempo o rei do ritmo, capaz de suingar malandro no sambalanço, e ser reconhecido como um cantor sofisticado do samba-canção. “Lembranças”, de Raul Sampaio e Benil Santos, gravado em 1961, é deste segmento.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Emilinha Borba ‘escandalosa’
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09/08/2026

As paradas de sucesso estavam cheias de ritmos latinos quando, em 1947, Emilinha Borba seguiu a onda e gravou a rumba “Escandalosa”, de Moacir Silva e Djalma Esteves. A letra, com "muchachos sabidos” dizendo aos ouvidos de uma mulher “es deliciosa”, era avançada para a época.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


O baião de Carmélia, Humberto e Sivuca
O baião de Carmélia, Humberto e Sivuca episode artwork
09/01/2026

A onda dos ritmos nordestinos estava no auge, em 1951, quando Carmélia Alves, a Rainha do Baião, gravou “Adeus Maria Fulô”, de Sivuca e Humberto Teixeira, também advogado e por isso aclamado como o Doutor do Baião. Na segunda parte da gravação, Carmélia divide o canto com seu marido, Jimmy Lester. O acompanhamento é de Sivuca e seu conjunto.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


O edredom em um samba-canção
O edredom em um samba-canção episode artwork
08/25/2026

A primeira opção de Herivelto Martins para gravar o seu “Edredom vermelho” era Jamelão, mas o cantor achou que, por suas referências domésticas – além do edredom, fala em quarto, tapete, cama, espelho, criado mudo –, o samba-canção ficaria melhor na voz de uma mulher. Isaurinha Garcia gravou em 1945 e lançou no ano seguinte.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castr


O vozeirão de Agnaldo Rayol
O vozeirão de Agnaldo Rayol episode artwork
08/18/2026

Agnaldo Rayol era um jovem cantor-galã da recente televisão brasileira quando gravou, em 1962, o samba-canção “E a vida continua”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. O cancioneiro da era de ouro do rádio se encontrava com o moderno veículo de comunicação. 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Tom Jobim por Claudette Soares
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08/11/2026

A carioca Claudette Soares começou a década de 1950 com o título de Princesinha do Baião, dado pelo Rei do Baião, Luiz Gonzaga. No final da década, ela já estava no palco das boates da Zona Sul do Rio cantando o samba-canção moderno que anunciava a bossa nova. “Só saudade”, composta por Tom Jobim e Newton Mendonça em 1955, foi gravada por ela em 1962, com uma voz tremendamente sexy.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


De Bororó para Orlando
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08/04/2026

Foi o compositor Bororó quem apresentou Orlando Silva, office boy entre outras pequenas ocupações, a Francisco Alves, dando início à carreira daquele que viria ser o Cantor das Multidões. Por isso, Orlando ficou enciumado quando, em 1939, Bororó deu “Da cor do pecado” para Silvio Caldas gravar e fazer enorme sucesso. Em 1940, para ficar bem com o apadrinhado, Bororó presenteou Orlando com o choro “Curare” – e o jogo entre os dois grandes cantores estava lindamente empatado.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


O ‘samba-canção chopiniano’
O ‘samba-canção chopiniano’ episode artwork
07/28/2026

“Samba em prelúdio”, de Baden Powell e Vinicius de Moraes, tem uma história curiosa. O poeta ficou tão impressionado com a beleza da melodia do parceiro que se recusou de início a fazer a letra – achou que era plágio de Chopin. Só depois da negativa de uma especialista na obra do compositor polonês – a melodia era mesmo de Baden – foi que ele se pôs a trabalhar. Classificou de “samba-canção chopiniano”. A gravação é de Geraldo Vandré e Ana Lúcia, de 1962.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


A ‘Palhaçada’ de Dóris Monteiro
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07/21/2026

“Palhaçada”, composição de Luiz Reis e Haroldo Barbosa, surgiu com tanta força em 1961 que recebeu oito gravações naquele mesmo ano. Uma delas foi a de Dóris Monteiro, que estava abraçando o sambalanço. O suingue da interpretação, somado à letra espirituosa, garantiu o sucesso do registro da cantora. 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Marina
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03/10/2026


O lado cantor de Moacir Franco
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03/03/2026

No início dos anos 1960, Moacir Franco conseguia ser ao mesmo tempo ator cômico (era o mendigo da Praça da Alegria) e cantor de canções românticas. Fazia sucesso nos dois trabalhos. Em 1962, gravou o bolero “Ninguém chora por mim”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. 

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Dançando na boate
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02/24/2026

O samba de boate – alegre e dançante – é uma das marcas do que foram os chamados anos dourados do Rio de Janeiro nos anos 1950. “Recado”, composto pela dupla Luiz Antônio e Djalma Ferreira, gravada em 1959, representa bem o estilo – uma variação do sambalanço – na voz de Miltinho. Ao fundo, o conjunto Milionários do Ritmo, liderado pelo tecladista Djalma Ferreira, dono e atração da boate Drink, no Leme, na Zona Sul do Rio.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Elizeth em samba-canção clássico
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02/10/2026

O samba-canção “Nossos momentos”, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, gravado por Elizeth Cardoso em 1961, costuma estar nas listas de dez maiores clássicos do gênero. O acompanhamento é apenas de órgão, pilotado por Walter Wanderley, e uma breve aparição da guitarra de Heraldo do Monte.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Cauby sempre Cauby
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02/03/2026

O país deixava aos poucos a era do rádio, vivia o auge da bossa nova e, com os roquinhos de Cely Campelo, já se preparava para receber a Jovem Guarda de Roberto Carlos. Cauby Peixoto, cinco anos depois de aparecer com o sucesso “Conceição”, seguia quase indiferente a essas tendências. Em 1961, ele voltou às paradas, romântico como sempre, com o bolero “Ninguém é de ninguém”, de Umberto Silva, Toso Gomes e Luiz Mergulhão.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Samba de ‘gente pobre, gente rica’
Samba de ‘gente pobre, gente rica’ episode artwork
01/27/2026

Pedro Caetano diz que compôs “É com esse que eu vou” sem maiores pretensões, mas a letra, que junta grupos diferentes, “gente pobre, gente rica”, tem um aceno significativo de confraternização social num momento em que o país acabara de passar pela ditadura de Getúlio Vargas. O samba fez sucesso no carnaval de 1948, gravado pelo grupo Quatro Ases e um Coringa.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


É o samba-rock, meu irmão
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01/20/2026

“Chiclete com banana”, de Gordurinha e Almira Castilho, gravado por Jackson do Pandeiro em 1959, comenta a invasão de ritmos estrangeiros no Brasil. Em 1958, o namoro do samba com o jazz tinha dado na bossa nova, e antes ainda o rock começava a ganhar suas primeiras gravações em português. A propósito, muitos críticos classificam “Chiclete com banana” como o primeiro samba-rock.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro 


Novo sucesso depois de ‘Amélia’
Novo sucesso depois de ‘Amélia’ episode artwork
01/13/2026


“Atire a primeira pedra” marca, no carnaval de 1944, a volta da dupla Ataulfo Alves e Mário Lago à boca do povo, dois anos depois da consagração com “Ai que saudades da Amélia”. Orlando Silva, o intérprete, ainda dividia o trono de maior cantor brasileiro com Chico Alves, Carlos Galhardo e Silvio Caldas, mas os críticos já identificam em sua voz os problemas trazidos pelo uso de drogas.
Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Uma crônica para o samba
Uma crônica para o samba episode artwork
12/23/2025

As letras de Billy Blanco costumam ser uma espécie de crônica, sempre com humor, mas em “Viva meu samba” ele adota o lirismo nacionalista para exaltar a pureza do gênero. Gravada em 1957, foi lançada em 1958, o mesmo ano de um samba nada puro, a bossa nova. Silvio Caldas já não exibe os arroubos da estreia, 28 anos atrás, mas permanece com a voz elegante e aveludada que o consagrou.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


A sofrência de Maysa
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12/16/2025

Maysa gravou “Suas mãos”, de Antônio Maria e Pernambuco, em 1958, recentemente desquitada do industrial paulista André Matarazzo, que não a queria na carreira artística. No samba-canção, Maysa está mais Maysa do que nunca. Sussurra sofrimento – e as letras de Antônio Maria eram perfeitas para isso. E esbanja sensualidade. Estava com 22 anos.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Outro de artista de Cachoeiro
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12/09/2025

A cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, além de Roberto Carlos, é o berço natal do compositor e cantor Raul Sampaio. Ele é o autor do hino não oficial da cidade, “Meu pequeno Cachoeiro”, mas ficou conhecido também por suas canções de amores complicados. Em 1961, fez enorme sucesso com o bolero “Quem eu quero não me quer”, que compôs em parceria com Ivo Santos, e foi gravado por ele próprio.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


A abertura de ‘O agente secreto’
A abertura de ‘O agente secreto’ episode artwork
12/02/2025

A música "Samba no Arpege" está na abertura do filme “O agente secreto”, de Kleber Mendonça Filho, o principal lançamento do cinema brasileiro em 2025. Composta por Waldir Calmon e Luiz Bandeira, foi gravada pelo tecladista Waldir Calmon e seu conjunto em 1958. Arpege era o nome da boate situada na Rua Gustavo Sampaio, no Leme, e ponto fundamental no roteiro por onde se construía a bossa nova na Zona Sul do Rio de Janeiro. Waldir Calmon era o dono da boate.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Cartola oculto como autor
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11/25/2025

O samba “Não quero mais” foi gravado em 1936 por Aracy de Almeida e traz, no selo do disco, Carlos Cachaça e José Gonçalves, o Zé da Zilda, como compositores, mas na verdade ele é de Cartola e Cachaça. Mais tarde, Zilda do Zé negociou com os autores para que o marido – que tinha roubado o samba – passasse a ter em novos discos uma parceria com Cartola, Cachaça. A partir da gravação de Paulinho da Viola, de 1973, a música ficou com o título de “Não quero mais amar a ninguém”.

Apresentação: Joaquim Ferrei...


Do Rio para o mundo
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11/18/2025

O samba-exaltação “Rio de Janeiro” foi composto por Ary Barroso em 1944 para o filme norte-americano “Brazil” e chegou a ser indicado ao Oscar de canção original. Não venceu, mas a música ficou para sempre no cancioneiro nacional. Em 1951, foi gravada por Dalva de Oliveira, que começava carreira solo depois de deixar o Trio de Ouro.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


A última marcha de Lamartine
A última marcha de Lamartine episode artwork
11/11/2025

A marcha-rancho “Os rouxinóis” foi a derradeira contribuição de Lamartine Babo para o carnaval, festa da qual foi um dos seus mais importantes compositores. Fez sucesso no carnaval de 1958, gravada pelo grupo Os Rouxinóis de Paquetá, formado por coristas anônimos da gravadora Todamérica. A música foi composta a pedido do rancho do mesmo nome, da Ilha de Paquetá, e fez parte da revista “Bom mesmo é mulher”, cantada por Araci Côrtes.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Sucesso de vários gêneros
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11/04/2025

“Quem é”, de Osmar Navarro e Oldemar Magalhães, teve sete gravações em 1959, seu ano de lançamento. Nos rótulos desses discos ora era classificada como rock-balada (como é o caso desta de Roberto Amaral), ora como bolero-mambo e até mesmo balada-fox. Todas essas versões estão disponíveis no site Discografia Brasileira. A romântica “Quem é” tem letra sutil, não identifica diretamente o sujeito que cobre a amada de beijos, satisfaz seus desejos e muito a quer.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


À moda de Juca Chaves
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10/28/2025

Juca Chaves apareceu em meio à bossa nova com um jeito diferente de cantar e também de se apresentar, sempre descalço. Mas “Por quem sonha Ana Maria?”, composta e gravada por ele em 1960, é uma modinha. No site Discografia Brasileira, você pode ouvir o outro lado artístico de Juca Chaves. Ele, de nariz avantajado, apresenta a sátira bem-humorada “Nasal sensual”.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Paixão de cabaré na voz de Nelson Gonçalves
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10/21/2025

O samba-canção “Doidivana”, gravado em 1960, é uma espécie de síntese da parceria do compositor Adelino Moreira com o cantor Nelson Gonçalves, expoentes astros do repertório passional. É uma declaração de amor às avessas. A intensidade do vozeirão de Nelson Gonçalves é perfeita para transformar a paixão de cabaré em estranha poesia.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Cartola e a Penha
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10/14/2025

O culto à Nossa Senhora da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, misturava fé, ritual e muito samba. Nos domingos de outubro, intérpretes e compositores apresentavam-se em rodas improvisadas ao pé do morro onde fica a igreja, testando os sambas para o carnaval do ano seguinte. Dependendo da reação, a música era gravada. Cartola e Asobert compuseram “Festa da Penha”, gravada em 1961 por Ari Cordovil.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


As vozes dos Cantores de Ébano
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10/07/2025

O grupo Nilo Amaro e seus Cantores de Ébano estreou em 1961 com a balada “A noiva”, uma versão de Fred Jorge. O conjunto, inspirado nos corais das igrejas evangélicas americanas, harmonizava vozes negras femininas e masculinas. “A noiva”, uma canção romântica, ganha com os Cantores de Ébano ares de lamento quase religioso. Atenção para a voz de baixo profundo de Noriel Vilela.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


Adoniran também era triste
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10/01/2025

Os sambas de Adoniran Barbosa são reconhecidos pelo linguajar simples, que busca reproduzir, com humor, o jeito de falar da população mais pobre das ruas de São Paulo. “Iracema” é um caso raro em seu repertório. Conta a história triste de uma mulher atropelada. A gravação original é de 1956, feita pelo conjunto Demônios da Garoa.

Apresentação: Luiz Fernando Vianna
Edição: Filipe Di Castro


O humor de Ivon Curi
O humor de Ivon Curi episode artwork
09/23/2025

O mineiro Ivon Curi era o que se chamava de chansonnier, um artista capaz de interpretar de um jeito teatral aquilo que estava cantando. Metade ator, metade cantor. Um dos seus sucessos foi o xote “Farinhada”, de Zé Dantas, de 1955. Na gravação, bem divertida, ele mostra por que se tornou um dos artistas mais solicitados para as chanchadas do cinema e, mais tarde, na televisão, chegando a fazer parte de uma das primeiras escalações do grupo Os Trapalhões, comandado por Renato Aragão.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


O início de Tom/Dolores
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09/16/2025

O samba-canção “Se é por falta de adeus” é a primeira música de autoria de Dolores Duran e também a primeira parceria dela com Tom Jobim. Naquele momento, em 1955, a cantora era muito mais conhecida que o jovem arranjador de gravadoras, compositor iniciante e pianista da noite. Dick Farney gravou “Se é por falta de adeus” em 1959, num arranjo enxuto e já influenciado pela bossa nova, que João Gilberto estreara um ano antes.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


O romantismo de Catulo
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09/09/2025

Catulo da Paixão Cearense foi o primeiro grande letrista brasileiro. “Ontem, ao luar”, com melodia de Pedro Alcântara, é um de seus primeiros sucessos. Tinha um método às vezes polêmico de composição, adaptando versos alheios e botando letras em melodias sem autorização, mas o resultado aqui é uma das mais belas canções românticas nacionais. Vicente Celestino foi o primeiro a gravar “Ontem, ao luar”, em 1917, e bisou o feito em 1952. É esta gravação que apresentamos.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


A felicidade de Lupicínio
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09/02/2025

O título “Felicidade”, da toada de Lupicínio Rodrigues, é enganoso. Ainda não é dessa vez que o compositor gaúcho trata de um amor bem-sucedido. A novidade é que, ao contrário de seus sambas-canção, ele não está tomado pelo ódio, pedindo vingança ou que a ex role pela estrada como uma pedra qualquer. “Felicidade” é uma toada de dor elegante. Foi gravada em 1947 pelo Quarteto Quitandinha.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro


O samba do Quatro Ases e um Coringa
O samba do Quatro Ases e um Coringa episode artwork
08/26/2025

Os cearenses do Quatro Ases e um Coringa estavam no auge quando, em 1950, gravaram “Boneca de pano”, um samba do baiano Assis Valente. Eram modernos. Assim como seus rivais Anjos do Inferno, Os Cariocas e Namorados da Lua, interpretavam sambas, baiões e marchinhas de carnaval, além de seguir as últimas novidades dos conjuntos vocais americanos.

Apresentação: Joaquim Ferreira dos Santos
Edição: Filipe Di Castro